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Copa do Brasil: Atlético vence, mas joga mal; Cruzeiro perde, mas mantém esperança do torcedor
29/09/2016 - 21h07 em Esporte

Por Vinícius Silveira

Alô amigos da Rádio Barreiro! 

Neste meio de semana, a bola rolou pela Copa do Brasil. Atlético e Cruzeiro entraram em campo valendo pela primeira partida da fase de quartas de final da competição nacional. Jogando mal, o Galo venceu o Juventude por 1 a 0. Mais tarde, o time celeste teve uma atuação razoável e saiu de campo derrotado perante o Corinthians por 2 a 1.

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O Atlético entrou em campo no Mineirão e com uma excelente presença de torcedores. Os pouco mais de 35.000 pagantes saíram do estádio contentes com a vitória por 1 a 0, mas ressabiados com a atuação fraca dos jogadores treinados pelo técnico Marcelo Oliveira. O gol do Galo foi marcado pelo atacante Lucas Pratto, que vai se reencontrando com as redes depois de um bom tempo sem marcar com a camisa atleticana.

Trocando em miúdos, é fato que o Atlético está jogando mal e que as principais peças de jogo do Galo estão manjadas. Robinho passou a receber uma atenção especial, o mesmo acontece com Cazares, e a quem estiver no comando de ataque, seja Fred e/ou Pratto. Outro ponto a se destacar é que o time não tem velocidade, não tem movimentação constante e não troca passes com rapidez. É um tipo de jogo em que os atletas rodam a bola até perder, facilitando a marcação. Ou seja, um estilo improdutivo. 

O que mais chateou o torcedor não foi só o resultado. Foi também a forma como que o Atlético se postou em campo contra uma equipe que, teoricamente, é mais fraca, não tem os mesmos rendimentos financeiros que o Galo, e bem menos apelo de torcida. Era o jogo para o alvinegro entrar, resolver no Mineirão e ganhar a confiança dos atleticanos.

Além disso, o Juventude entrou em campo sabedor de que não poderia encarar o Galo de frente. Por isso, se defendeu durante o primeiro tempo inteiro. Na etapa final, saiu para o ataque, principalmente, após a expulsão de Carlos Cesar. Naturalmente, a equipe com maior número de jogadores em campo vai pressionar. O errado foi o Atlético aceitar esta pressão passivamente, o que não é natural. 

Para o jogo no Alfredo Jaconi, em Caxias do Sul, o Atlético tem tudo para voltar a Belo Horizonte classificado. Muita gente fala que vai ser difícil e tudo mais. Pode até ser, mas o Galo continua sendo mais time. Evidente que até o dia 19/10, data da partida de volta, jogadores podem se lesionar, ou o elenco pode estar em ponto de bala. Não sei dizer isso, mas o alvinegro tem todas as condições de passar para as semifinais.

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O Cruzeiro foi até a Arena Corinthians e perdeu a primeira partida para o Corinthians por 2 a 1, dando a vantagem do empate para os paulistas. O gol celeste foi marcado por Robinho. 

O Corinthians foi melhor, mas não foi uma grande maravilha. Tem seus defeitos, mas que os celestes não souberam neutralizar. O Cruzeiro mostrou boa consistência ofensiva, mas ainda está devendo, principalmente, no setor defensivo. Em 2015, um dos fatores primordiais para a reação cruzeirense no segundo semestre foi o acerto da defesa. 

Primeiramente, o Lucas Romero não pode ser reserva. Por mais afoito que ele seja, o Romero tem mais pegada na marcação que o Ariel Cabral e o Henrique. Nos últimos jogos, o Cruzeiro foi bombardeado na defesa, porque os volantes não ofereciam proteção aos defensores. Desta forma, ou saca um dos meias ou tira um dos dois volantes para colocar o Lucas Romero.

Não menos importante, a defesa celeste literalmente apagou nos dois gols do Corinthians. A forma como Angel Romero, Marlone, Marquinhos Gabriel e Rodriguinho ofertavam perigo ao gol defendido pelo bom goleiro Rafael foi assistido de camarote por Léo e Manoel. Lucas já mostrou que é ineficiente em tudo o que faz e precisa sair do time. Ezequiel, outro lateral, não jogou, pois disputou a competição pelo Criciúma.

Por fim, é nítido que Rafael Sobis, Rafinha e Arrascaeta não têm qualquer utilidade na marcação. A cada composição defensiva que eles fazem, eles chegam ao ataque sem pernas para criar as jogadas. Robinho não sabe marcar, mas é excelente na transição da defesa para o ataque. Por tudo isso, Mano Menezes acerte a marcação no meio e conserta a defesa. Caso isto não ocorra a tempo, o Cruzeiro vai ter problemas para se livrar do rebaixamento no Brasileirão.

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Reservei um espaço nesta coluna para o América. O Coelho não está mais na Copa do Brasil, mas um assunto em especial cabe aqui. O local da partida contra o Palmeiras, na 29ª rodada do Brasileirão foi alterado e o jogo vai acontecer no Estádio do Café, em Londrina-PR. No decorrer dos dias, outros jogos podem ser vendidos, como São Paulo e Flamengo. A informação ainda não confirmada pela diretoria americana. 

Logicamente, o América vai faturar um valor bastante "generoso" para sair de Belo Horizonte e jogar em outro estado, principalmente, na situação em que o Coelho se encontra no Brasileirão, com 21 pontos e em 20º lugar. A informação passada de forma oficial no site do clube mineiro desagradou em cheio à torcida americana. 

Vamos alinhar as coisas. A diretoria do América errou demais em 2016, a começar pelas contratações erradas, que mesmo resultando no título mineiro, acharam que este time seria competitivo para uma primeira divisão de Campeonato Brasileiro. Todo mundo sabe que Estadual não serve de parâmetro para o Brasileirão, somente para preencher o calendário do futebol no Brasil. Entretanto, vender o local da partida contra o Palmeiras não foi um erro da comissão de administração do Coelho, e sim, um mal necessário.

Se o América não estivesse em ascensão no Campeonato Brasileiro, onde não perde há quatro rodadas, o torcedor americano iria achar ruim do Coelho receber dinheiro para jogar em outro lugar? Eu creio que não. Até porque, antes disso, o rebaixamento era algo inevitável para muitos americanos. 

O descenso para a Série B ainda é uma realidade, como também a salvação do América pode acontecer. Os cálculos matemáticos provam isso. O que tem que ser colocado é que a torcida americana não comparece ao Independência quando o time precisa. A diretoria do Coelho fez várias ações para trazer o torcedor, e a média de público não chega a três mil pessoas. Logicamente, a renda é fraquíssima. Ou seja, prejuízo certo. 

Não estou dizendo que a torcida do Coelho só dá prejuízo em sua totalidade, mas os números estão disponíveis para quem quiser buscá-los. Quem for aos jogos do América vai saber do que estou falando. O torcedor americano já fez maravilhas em favor do time, inúmeras que ficaram na história. Contudo, neste Campeonato Brasileiro a situação é outra. Reclamar agora é fácil. Difícil foi ficar ao lado do time quando ele mais precisava do apoio dos alviverdes. 

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