O PREÇO POR RELAXAR
25/08/2016 16:36 em Colunistas

Por: Guilherme Souza

 

            Ontem, o Atlético fez sua estréia na Copa do Brasil, diante da Ponte Preta. Partida válida pelas oitavas de final. Empate em 1x1. Um resultado anormal pelo elenco do Atlético, porém, normal quando se analisa o adversário. Um time compacto e bem montado pelo técnico Eduardo Baptista e com o toque de jogadores experientes.

           Mas o que mais chamou a atenção de todos, foi a forma que o Atlético entrou em campo. O time parecia relaxado. Sem muita responsabilidade nas costas. Fato que não acontece quando o time atua pelo Campeonato Brasileiro. A tese se confirma, quando na saída ao final da partida, o atacante Lucas Pratto disse: "Jogamos apenas um tempo. A segunda etapa.". Um primeiro tempo de pouca inspiração, que pouco lembrava o Atlético dinâmico de jogos diante de Santa Cruz, Palmeiras e Chapecoense. Otero, em sua primeira partida como titular, tentava decidir no talento indidual, mas sem êxitos. Em contrapartida, o bom time montado por Eduardo Baptista assustava nos contra - ataques. Aos 37 minutos da primeira etapa, após a defesa ficar pedindo impedimento, o experiente ''camisa 9'' Roger recebeu sozinho e sem dificuldades empurrou a bola para as redes, castigando a postura do time mineiro.

 

         O Atlético voltou com Maicosuel para a segunda etapa, na vaga de Otero. Mudança que surtiu bastante efeito, já que o meia - atacante mudou a cara do jogo em jogadas individuais de velocidade, e em uma dessas, deixou Robinho livre para empatar. Não foi apenas a mudança de substituição que o Atlético fez na segunda etapa, mas também a mudança de postura. Parecia outro time, comparado ao da primeira etapa. Resultado final: 1x1, que dá vantagem ao time paulista em empatar por 0x0 em seus domínios. Já os mineiros precisam vencer ou empatar em 1x1 para levar para as penalidades. Qualquer empate acima de 1x1, dá a vaga para o Galo.  

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