Seleção venceu a primeira
12/08/2016 23:01 em Colunistas

Por: Vinícius Silveira

Na noite da última quarta-feira (10), o time masculino de futebol do Brasil venceu a Dinamarca por 4 a 0, e confirmou uma das vagas na fase de quartas de final do torneio olímpico. Os gols foram de Gabriel (duas vezes), Gabriel Jesus e Luan. Com o resultado, a seleção canarinho terminou em primeiro lugar do grupo.

Após dois empates sem gols, contra África do Sul e Iraque, a Seleção Brasileira foi alvo de críticas e o medo de terminar o torneio na primeira fase foi comentado e sentido por muitas pessoas. O selecionado Sub-23 ainda não tem cara de time. São 11 jogadores tentando mostrar serviço sem qualquer espírito de coletividade, além de outros sete reservas com vontade de entrar para resolver o problema, mas que acabam entrando na mesma situação que os titulares.

Isto se deve a falta de qualidade dos jogadores? Evidente que não. Acontece que o selecionado brasileiro Sub-23 possui atletas de boa capacidade técnica em todas as posições, mas que ainda não encontraram entrosamento. No futebol, montar um elenco fora de série não é difícil. Todo mundo sabe o que fazer. O complicado é fazer estes atletas se transformarem em um coletivo. Para tal, o bom técnico Rogério Micale não teve tempo hábil, e a pressão pela vitória tratou de desestabilizar o elenco.

A cobrança era inevitável. O momento da Seleção Brasileira como um todo não é dos melhores, e ver os possíveis jogadores que defenderão a camisa amarela no futuro empatando contra selecionados sem qualquer expressão é deixar qualquer um com os olhos arregalados e temerosos quanto ao que se espera mais a frente.

A vitória contra a Dinamarca serviu para aliviar as tensões, organizar a casa e devolver a confiança que estava em falta no elenco. Podem existir pessoas que ainda ficarão com o pé atrás com a Seleção Brasileira Sub-23. Mas, se não confiarmos nestes atletas, vamos confiar em quem? São estes os caras que estão brigando pela inédita medalha de ouro que nunca veio. É bem verdade que selecionados como Alemanha e Portugal metem medo. Até Honduras e Nigéria levam sua parcela de preocupação. Mesmo assim, acredito que o quadro não é tão feio como estão pintando por aí.

 

O que me deixa realmente preocupado é a tal da dependência do Neymar. Ele é um jogador fora de série? Lógico. Porém, assim como os demais atletas, ele está em busca do mesmo ideal. E ver que estes futuros atletas enxergam em um único jogador uma espécie de referencial, me deixa perplexo. Enquanto não demonstrarem a estes jogadores de que o coletivo é que deve ser preservado, vamos continuar dependendo do Neymar para tudo. E acreditem, ele pode ajudar a resolver uma partida com toda a qualidade espetacular que possui, mas ainda não é uma solução.

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