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Brasileirão: 30ª rodada pode ser determinante em todos os sentidos
11/10/2016 - 23h50 em Esporte

Por Vinícius Silveira

Alô amigos da Rádio Barreiro!

Após aceitar o desenrolar de uma rodada que durou cinco dias - de quarta a domingo - neste meio de semana, entra em jogo a 30ª do Brasileirão. Assim como toda sequência de jogos que teremos até o final do Campeonato Brasileiro, os confrontos prometem mudar as aspirações dos clubes, seja desistir um objetivo e partir para outro foco, ou ganhar força para brigar por algo até o fim. Nossos times mineiros entrarão em campo na quinta-feira (13). O Atlético enfrenta o América, e o Cruzeiro vai a Araraquara encarar o Palmeiras. Todas as partidas ocorrerão às 19h30. 

O Atlético precisa da vitória frente ao América. O Galo viu Palmeiras e Flamengo, adversários diretos pelo título brasileiro, vencerem suas partidas. Fazer o dever de casa é o mínimo, pois, mais adiante, o alvinegro enfrentará o alviverde paulista e o rubro-negro carioca em Belo Horizonte. Ficar no retrovisor dos oponentes não é uma necessidade. É uma obrigação. 

Já o América precisa vencer o Atlético, unicamente, para contrariar a lógica. Com apenas 21 pontos e precisando fazer uma campanha de campeão brasileiro, o Coelho lutará pelos três pontos. Caso não os consiga, o rebaixamento ficará mais perto do que nunca. 

O Cruzeiro entrará em campo diante do Palmeiras. Embora esteja na 12ª posição, a situação ainda é alarmante. Apenas três pontos separam os celestes do Z-4. Além disso, entra a questão moral. Vencer o atual líder do Brasileirão levanta qualquer time, e com os cruzeirenses não será diferente. Outra coisa, se o time de Mano Menezes saia vitorioso, ajuda o Galo na disputa pelo título.

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O técnico atleticano Marcelo Oliveira aguarda pelos jogadores que estão servindo as seleções nas Eliminatórias para a Copa do Mundo 2018. A vinda dos atletas convocados dá mais força ao elenco. Os reservas que têm entrado não deixam a desejar, mas falta ao treinador atleticano material humano para suprir alguma ausência eventual (lesão ou cartão) ou mudar a tática do time de acordo com as partidas. 

As presenças de Lucas Pratto, Rafael Carioca e Cazares aumentam a capacidade técnica do time. Otero é reserva, mas tem entrado com frequência. Erazo está de volta, mas lesionado. 

O América segue lutando, mas parece que o destino do clube na Série A é mesmo o rebaixamento. Correr atrás agora é muito simples. O difícil é somar os pontos que foram perdidos durante mais da metade da competição. 

Mesmo assim, não dá para não exaltar a força de vontade que o técnico Enderson Moreira tem colocado em seus jogadores. Todos são sabedores de que o rebaixamento é quase impossível de ser revertido, mas encerrar o Brasileirão de modo honesto é o mínimo que se pode fazer neste momento. 

Acredito que teremos um grande jogo, independente da rivalidade que existe. Os dois times precisam da vitória e deverão lutar por ela durante os 90 minutos. 

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Sobre Cruzeiro e Palmeiras, preciso dizer que este confronto me leva a lembranças magnificas. Tenho 28 anos, e consegui idade suficiente para acompanhar os grandes jogos que estes times protagonizaram na década de 90. Qualquer torcedor, independente do clube de paixão, não negará que ambos fizeram as melhores partidas daquele tempo, levando-os a maior rivalidade do país.

A final da Copa do Brasil de 1996 é um caso especial. Lembro-me de meu pai e meu tio assistindo em minha casa a transmissão do SBT - única emissora que deu força ao torneio - com a narração do Silvio Luiz. Ninguém esperava que o Cruzeiro fosse vencer o Palmeiras/Parmalat no Parque Antártica. Mas venceu com uma grande colaboração do então goleiro Velloso, mas saiu vitorioso e campeão.

Em 1998, a rivalidade ficou ainda maior. A final da Copa do Brasil daquele ano também foi emocionante. O Palmeiras ganhou o título - e deu o troco - com um gol de Oseas. Curiosamente, outro goleiro falhou. Desta vez, quem soltou a bola foi o celeste Paulo César Borges.

No final do ano de 1998, as quartas de final do Brasileirão foram sensacionais. Em dois jogos fantásticos, o Cruzeiro venceu em BH e também no Parque Antártica. Um mês depois - já em dezembro, entre o Natal e o Réveillon – entrou em campo a final da Copa Mercosul. Foi três partidas, com uma vitória dos celestes, outra dos palmeirenses, e a última também alviverde, por 1 a 0. 

Resumir uma grande história que durou quase uma década em apenas três parágrafos é quase um pecado de minha parte. Porém, é só para dizer para aqueles que não se lembram, ou para os torcedores que nasceram depois deste período mágico, que Cruzeiro e Palmeiras já fizeram partidas muito mais emocionantes que hoje. Esperar que ambos pudessem ressuscitar estes momentos na próxima quinta-feira é querer demais. Os tempos são outros e a atmosfera é diferente, mas a história está à disposição para quem quiser conhecer. Vale a pena! 

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Reservo este espaço para repercutir alguns acontecimentos que me chamaram a atenção.

O primeiro deles é a briguinha dos presidentes Daniel Nepomuceno, do Atlético-MG, com Alencar da Silveira Jr, do América. Tudo começou após Nepomuceno tecer suas opiniões sobre a venda do local do jogo entre América x Palmeiras, que seria no Independência, para o Estádio do Café, em Londrina. Alencar não deixou por menos e respondeu dizendo que poderia impedir o Galo de jogar no Horto. 

Só um recado: Alencar, eu sei que você sabe e todo mundo tem ciência de que os jogos do América no Independência não dão renda ao clube, exceto, quando o Atlético joga no Horto. Mas nós também sabemos que o estádio, hoje administrado pela BWA, só tem futebol e mais nada. Todo mundo prefere ir para o Mineirão.

Por isso, menos Alencar, mas bem menos, por favor. Desça do pedestal, e admita que se o Atlético romper com a BWA, o América-MG fica sem aqueles 5% preciosos da renda bruta das partidas do Galo. Não querendo desfazer de sua gestão frente ao clube, mas o alvinegro é uma parte das finanças que caem sobre os americanos. Também não estou pedindo para engolir a seco qualquer comentário. Defenda o Coelho como você faz e muito bem feito. Contudo, dizer que vai tirar os atleticanos do Independência e que eles são "inquilinos" é demais para quem conhece a história, além de ser uma tremenda bobagem. 

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Puxado pela história da venda do local da partida entre América x Palmeiras, citado acima, a CBF passou a proibir jogos fora dos estados de origem a partir das cinco últimas rodadas do Campeonato Brasileiro. A decisão foi tomada para evitar desequilíbrios com os clubes vendendo os mandos e indo jogar em campos neutros. 

CBF, depois que o Flamengo foi jogar no Espírito Santo e em São Paulo, e o América vendeu seu mando para jogar em Londrina, vocês tomam alguma atitude? Que diferença isso vai fazer no final? Nada, nenhuma. Faltando nove rodadas para terminar o Brasileirão, preocupe-se com coisas muito mais pertinentes, como a arbitragem, por exemplo. 

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Depois de um começo de ano terrível para o Boa Esporte, com o rebaixamento para o Módulo II do Campeonato Mineiro, a equipe boveta conseguiu fazer um bela campanha na Série C e conquistou a vaga para a semifinal do Campeonato Brasileiro. Consequentemente, garantiu o acesso para a segunda divisão nacional em 2017, juntamente com Guarani de Campinas, Juventude e ABC de Natal.

 

Parabéns, Boa Esporte!

Foto: Divulgação/CBF

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